13 novembro 2012

A construção do mito Mário Palmério


Salve colegas! Este é o release oficial para interessados na pauta. Estou à disposição!

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Um dos quatro últimos lançamentos da coleção Propg digital da Editora Unesp,  este livro já está disponível para download gratuito e impressão sob demanda, a partir do site (www.editoraunesp.com.br)

Resultado de uma extensa pesquisa de doutorado em História esta obra explica a complexa ascensão profissional, social e política do professor, político e autor de Vila dos Confins e Chapadão do Bugre – romances seminais da literatura regionalista brasileira. Contudo, não é o escritor renomado que aparece neste livro. O historiador se interessou pelo jovem Mário Palmério, um ambicioso professor que, no decorrer dos anos 1940, se tornaria um poderoso empresário da educação, seria eleito deputado federal pelo PTB de Getúlio Vargas e alcançaria o status de mito político regional.

O autor demonstra, com farta documentação, que Mário Palmério foi representado pela imprensa regional como um herói sagrado que prometia conduzir o seu povo à terra prometida. Na imaginação da época, o jovem professor deveria ser não apenas admirado, mas venerado pelos conterrâneos.
É inegável que parte dessa reverência decorre de sua surpreendente ascensão profissional. O livro descreve em detalhes o empenho de Mário Palmério em construir escolas populares em uma sociedade carente de instituições de ensino. Contudo, o autor demonstra que a consagração como mito político não foi espontânea: tal como um personagem de si mesmo, o jovem professor atuou conscientemente durante mais de dez anos para teatralizar uma imagem pública, conquistar distinção social, acumular prestígio e consagrar o seu nome no cenário regional. Palmério interpretou os anseios de seu tempo, mobilizou os circuitos de opinião das elites e promoveu uma autopropaganda intensiva para afirmar a vinculação de sua imagem a uma série de valores profundamente enraizados na cultura local.

Naquele período, as crises que perturbavam aquela sociedade favoreciam a criação de mitologias políticas. Por isso, em sua campanha eleitoral, ao invocar o poder das “forças históricas” em nome da união de seu povo; ao apontar o caminho “certo e seguro” para a superação das crises e ao anunciar com entusiasmo a iminente conquista da civilização, da cultura e da prosperidade em sua região, lançando a bandeira da separação política do Triângulo Mineiro em relação ao Estado de Minas Gerais, o guerreiro messiânico encenado de modo espetacular pelo candidato Mário Palmério causou um impacto fabuloso na imaginação dos devotados eleitores.

Ao explicar toda a simbologia que este personagem operou naquela sociedade para encenar uma representação sagrada e heróica de sua imagem e de sua trajetória, este livro se torna leitura indispensável para interessados em mitologias políticas, processos eleitorais e história de Minas Gerais, além de pesquisadores de Literatura Brasileira, História da Educação e Empreendedorismo.

Saiba mais em www.mitomariopalmerio.com.

Ficha técnica
Preço: R$ 27,00
ISBN: 9788539302680
Assunto: Política
Idioma: Português
Formato: 14 x 21 cm
Páginas: 309
Edição: 2ª
Ano: 2012
Acabamento: Brochura sem orelhas
Peso: 170g

Informações para a imprensa
Célia Demarchi – celia.demarchi@editora.unesp.br
Marina Valeriano – marina.pereira@editora.unesp.br
(11) 3242-7171

09 novembro 2012

Editora da Unesp publica "A construção do mito Mário Palmério"




A Editora da Unesp acaba de publicar o livro, "A construção do Mito Mário Palmério", baseado na minha tese de doutorado. O livro já pode ser adquirido diretamente no site da editora, por meio do sistema de impressão por demanda. Basta fazer a encomenda e o livro chega em uma semana. Clique aqui para adquirir  a versão impressa.
Se você preferir fazer o download da versão digital, é de graça. Basta realizar o cadastro. Clique aqui e faça o download.


Antes de publicar Vila dos Confins e Chapadão do Bugre – obras seminais da literatura brasileira – Mário Palmério já era considerado um mito no interior de Minas Gerais. Contrariando as expectativas em uma região atormentada por diversas crises, o jovem e ambicioso professor assumiu riscos, tornou-se um empresário bem-sucedido e aprendeu a manipular os símbolos mais preciosos de sua sociedade. Palmério desenvolveu uma percepção aguçada sobre a dimensão teatral da vida social e empregou uma série de procedimentos dramatúrgicos para supervalorizar o seu papel e conquistar a adoração dos conterrâneos. Na campanha eleitoral de 1950, ao atuar como um guerreiro sagrado capaz de conduzir o seu povo à terra prometida, Palmério elegeu-se deputado federal e consagrou-se como um mito político. Resultado de extensa pesquisa de doutorado, o livro explica essa trajetória na perspectiva da História Cultural.

10 setembro 2012

Novo site do livro está pronto!

O novo site do livro "A construção do mito Mário Palmério" está pronto. O endereço é www.mitomariopalmerio.com. Passem lá pra conferir! :)

11 agosto 2012

UOL vai apagar memória de sites pessoais (*)


Nova informação: O UOL prorrogou a formatação para o dia 17 de setembro.


(*) Publicado no Observatório da Imprensa

Esses dias recebi uma mensagem fúnebre. Não posso deixar de reconhecer que foi escrita de forma bem profissional, eficiente e quase gentil. Mas não havia engano: era uma sentença de morte. A mensagem era assim:

“Informamos que o serviço UOL Sites Pessoais será desativado em 09/08/2012.
Se você possui um site pessoal no UOL veja como fazer o backup dos seus arquivos, pois a partir desta data todas as informações serão excluídas dos nossos servidores sem possibilidade de recuperação.

Conheça outros produtos para hospedar seu site em http://sites.uol.com.br.
Todos os nossos canais de atendimento estão disponíveis para esclarecimentos:

Capitais e regiões metropolitanas: 4003 9011

Demais localidades: 0800 881 9011

Atenciosamente, Equipe UOL”

Como dizem que acontece na hora da morte, passou um filme em minha cabeça. No começo do século 21, no já distante ano de 2003, quando eu era um jovem estudante de Jornalismo, decidi fazer uma assinatura no UOL para hospedar meu portfólio pessoal. A internet ainda era uma novidade relativamente restrita e cara, sobretudo nas cidades do interior. Para fazer um site, mesmo utilizando um software gráfico como o Dreamweaver, era preciso ter noções básicas de html e decifrar alguns de seus códigos secretos. As fotos tinham que ser cuidadosamente manipuladas para que a baixa resolução não atrapalhasse a qualidade. Eu tinha que fazer os uploads depois da meia-noite: se fizesse as atualizações durante o dia, pagaria por pulso em horário comercial. Blogs não eram populares ainda. O Blogger Brasil tinha sido lançado em 2002 e ainda não me entusiasmava.

Endereço original

Criei meu site pessoal em http://azevedodafonseca.sites.uol.com.br e coloquei toda a minha produção jornalística estudantil: entrevistas com escritores (Zuenir Ventura, Roberto Drummond, Affonso Romano de Santana, Marina Colasanti, Alcione Araújo etc.) que publiquei no jornal-laboratório da Universidade de Uberaba (MG), as reportagens sobre patrimônio histórico finalistas na Expocom/Intercom, as crônicas que participaram do Set Universitário da PUC-RS, o artigo que me deu o primeiro lugar no Prêmio Escritor Universitário da CIEE/ABLe todos os textos que produzi nesses tempos.

Formei-me em Jornalismo e deixei esse arquivo disponível para consulta, mesmo sem atualizá-lo. E foi assim que, durante toda a primeira década do século 21, muitos estudantes da cidade, estimulados por seus professores, passaram a utilizá-lo como fonte de seus trabalhos. Também é comum receber notícias de pesquisadores acadêmicos que utilizam alguns desses textos como fontes primárias em seus estudos. Aquelas entrevistas com escritores são frequentemente citadas em pesquisas, como nessa dissertação em Estudos da Linguagem da Universidade do Estado da Bahia, que estudou a obra de Marina Colasanti, ou nessa dissertação em Letras da Universidade Federal de São João del Rey, que analisa a produção de Roberto Drummond. Há muitos exemplos.

Como qualquer pesquisador sabe, toda citação deve ter a sua referência bibliográfica exata. A ideia é que qualquer pessoa tenha acesso à fonte original para verificar a citação e aprofundar-se no assunto. Esses pesquisadores citaram o endereço eletrônico original das entrevistas, conforme consultaram. Mas a partir de 9 de agosto, esses endereços serão desabilitados e as referências bibliográficas serão inúteis.

Os sites “bacanas”

Particularmente, tenho condições de migrar meu arquivo pessoal para outro servidor e esperar que o Google o encontre. Por isso, não lamento por mim. Mas o caso exige algumas reflexões. Qual é a responsabilidade dos provedores comerciais para a memória da internet? Será que a internet vai continuar sempre repetindo o equívoco das TVs que apagavam (e apagam) a sua história para reutilizar as fitas VHS ou o espaço em HD? Dizem que o Facebook armazena até mesmo os posts deletados de seus 955 milhões de usuários. Esses sites pessoais do UOL são um peso tão insustentável assim? Imagino que não. É evidente que o motivo para essa decisão empresarial é uma economia básica, periférica, aliada à oferta de novos serviços pagos de hospedagem de sites.

Segundo o próprio UOL História –ironia de lado, trata-se do site dedicado à memória do UOL –, o serviço de hospedagem “gratuita” aos assinantes começou em setembro de 1997: um ano e meio depois da criação do próprio UOL e cerca de dois anos depois do início da internet comercial no Brasil. Assim, temos consciência de que a formatação desses sites pelo UOL tem o caráter de um verdadeiro historicídio. Em um só dia, será destruído um conjunto relevante de sites pessoais pioneiros que registraram as reflexões cotidianas dos primeiros internautas ativos na web.

Na prática, não se trata apenas de um caso de desapropriação no ciberespaço, onde os assinantes são sumariamente expulsos de seus endereços digitais, mas de um extermínio digital. Alguns sites como “Usos e Costumes” das comunidades Yorubás de Ilê-Ifé”, por exemplo, conseguiram fugir a tempo para o Wordpress e outras plataformas. Mas o UOL deve saber que a maioria daqueles sites pessoais construídos sob a rubrica de um domínio tão incômodo era produzida por voluntários que optaram por não registrar seus domínios por questões econômicas. Este era o meu caso, um estudante de Jornalismo que fazia uma marmitex virar almoço e janta (sem drama), mas não deixava de pagar em dia o boleto do provedor de internet. Na época em que estimulava seus usuários a produzir sites pessoais, o UOL chegou a criar uma sessão chamada “Sites Bacanas” para promovê-los. Sou obrigado a admitir que deixei escapar um breve sorriso orgulhoso quando, em março de 2005, mês do meu aniversário, o meu já inativo portfólio estudantil também foi considerado “bacana” pelo UOL. Será que hoje o UOL não tem dó de exterminar tantos sites “bacanas”?

Informações históricas

Pois bem. Em centenas de cidades do interior, esses sites ainda são referência básica para diversos temas cotidianos de suas comunidades. Se o acesso é pequeno na contagem mensal e desprezível no raciocínio utilitário da grande escala, no acumulado dos anos essas informações não deixam de prestar bons serviços às memórias locais. Cidades pequenas reúnem poucas condições para o registro de sua história. Em geral não há universidades, pesquisadores e instituições preocupadas com a produção de conhecimentos históricos em nível local. Por isso, é particularmente criticável formatar esses dados, “sem possibilidade de recuperação”, e exterminar informações de sites pessoais como o “Projeto Volta Redonda: cidade da música” ou o site da Comissão Maranhense de Folclore (atualizado pela última vez em 2001), entre milhares de outros sites literários, religiosos, educativos, ativistas, artísticos e tudo o mais que se possa pensar.

Se alguém argumentar que a maior parte desses sites não merece ser guardado, bem, eu diria que esse indivíduo não é um historiador. Uma boa fonte de informação pode ficar latente por anos até que um pesquisador atento o descubra. E os critérios para se estabelecer o que é digno de ser lembrado não coincidem com interesses comerciais de curto prazo. Basta mencionarmos a Arqueologia: fragmentos de vasos de cerâmica soterrados por milhares de anos oferecem informações decisivas no esforço para a compreensão histórica de um período. O que dizer de centenas ou milhares de sites pessoais de internautas brasileiros do início do século 21? Dependendo do questionamento que o historiador faz, esses dados podem revelar muito sobre o espírito do tempo em que foram criados.

Em termos históricos, a qualidade do conteúdo nem sempre é o elemento principal da fonte. Por exemplo, se um conjunto de usuários criou determinados sites temáticos que, na pior das hipóteses, apenas copiaram informação de outro site, o historiador tem condições de firmar diversas interpretações interessantes sobre esse fenômeno. Ou seja, o fato de existirem sites com conteúdo copiado também carrega informações históricas relevantes sobre a intenção desses agentes. Ainda são experimentais os métodos de pesquisa histórica ou linguística que empregam computadores capazes identificar padrões em grandes quantidades de informação. Para isso, contudo, é preciso que o documento esteja lá. Sites como o Internet Archive ajudam, mas não armazenam tudo.

Análogo à incineração

Certamente, a maior parte desse material jamais foi impresso. E nada garante que os usuários estejam interessados, dispostos ou mesmo vivos para reconstruírem seus sites em outros domínios. Além disso, é muito provável que a maioria nem saiba que seus sites serão apagados. A revista Pandora, por exemplo, publicou um número sobre “Narrativas infantis e memória” em julho de 2012 e programou o lançamento da próxima revista sobre Georges Battaile para agosto de 2012! Creio que, se ninguém os avisar, eles serão surpreendidos pela formatação de seus arquivos.

Provavelmente devido a algum constrangimento de quem sabe que não está agindo de forma correta, o UOL não fez um anúncio amplo dessa decisão, mas apenas um comunicado discreto – para mais tarde argumentar que todos foram avisados. Recebi um único e-mail na minha conta do UOL (que raramente uso) no dia 6 de julho e há uma mensagem lacônica no UOL Sites pessoais.

No dia 9 de agosto de 2012, parte significativa da memória dos primeiros internautas da internet comercial brasileira vai ser destruída. É preciso ficar claro que a formatação dos milhares de sites pessoais do UOL é um procedimento análogo a uma grande incineração de documentos históricos.

PS: É provável que, em termos legais, o UOL tenha se precavido. Em geral, nos contratos de serviço dessa natureza há aquela cláusula coringa dizendo que a empresa “se reserva o direito de modificar as regras acima a qualquer momento, a seu exclusivo critério, independente de prévia notificação”. Contudo, notamos que isso não é registrado na sessão “Política de hospedagem em UOL Sites e Disco Virtual” nas regras do UOL (http://regras.uol.com.br). E aí, advogados?

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[André Azevedo da Fonseca é doutor em História pela Unesp, pesquisador visitante no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da UFRJ e professor e pesquisador no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL)]


05 julho 2012

"A construção do Mito Mário Palmério" em fase final de revisão

Ufa! Fiz as últimas revisões do livro. Agora é aguardar a prova final. Vejam aí como ficou o texto da contracapa:

Antes de publicar Vila dos Confins e Chapadão do Bugre – obras seminais da literatura brasileira – Mário Palmério já era considerado um mito no interior de Minas Gerais. Contrariando as expectativas em uma região atormentada por diversas crises, o jovem e ambicioso professor assumiu riscos, tornou-se um empresário bem-sucedido e aprendeu a manipular os símbolos mais preciosos de sua sociedade. Palmério desenvolveu uma percepção aguçada sobre a dimensão teatral da vida social e empregou uma série de procedimentos dramatúrgicos para supervalorizar o seu papel e conquistar a adoração dos conterrâneos. Na campanha eleitoral de 1950, ao atuar como um guerreiro sagrado capaz de conduzir o seu povo à terra prometida, Palmério elegeu-se deputado federal e consagrou-se como um mito político. Resultado de pesquisa de doutorado, o livro explica essa trajetória na perspectiva da História Cultural.


12 maio 2012

Ana Clara; cinco anos em dez minutos




Este vídeo é um agradecimento a todos que nos apoiaram durante o tratamento da Ana Clara, em 2011.

Nossa filha sempre foi amada com muita intensidade, mesmo antes de nascer. Sua presença nos transformou e nos tornou pessoas melhores, mais sensíveis, afetuosas e apaixonadas. Aos 3 anos de idade ela foi diagnosticada com Tumor de Wilms, um tipo de câncer nos rins. Logo descobrimos que havia metástase nos pulmões. Foi o período mais difícil de nossas vidas. Ficamos atordoados, asfixiados, como em uma queda sem fim em um pesadelo. Por um período, deixei de lado o trabalho e todos os meus compromissos para me dedicar exclusivamente a ela. A única coisa que importava era cuidar dela, brincar com ela e deixá-la feliz para que ela suportasse a rotina dos exames, das cirurgias e das sessões de quimioterapia. E a Ana Clara foi muito determinada, encarou todas as fases do tratamento com dignidade e iluminou as nossas vidas com sua coragem.

Ana Clara terminou o tratamento em outubro de 2011 e está exuberante, linda e feliz! Ela faz os exames de rotina e todos os resultados são favoráveis!

Entregamos toda a nossa vida a ela! Mas jamais teríamos força sem o apoio dos amigos, da família, dos alunos e dos colegas de trabalho. Não há dúvidas de que a solidariedade, essa maravilha humana, foi um dos elementos decisivos do tratamento.
Obrigado a todos vocês! E me desculpem pelas falhas, omissões e sumiços nesse período. Continuamos empenhados nos cuidados com a Ana Clara. Estaremos sempre presentes para oferecer a ela a melhor formação humana que uma criança pode ter, para que ela desenvolva em sua vida os valores maravilhosos que ela já manifesta, tais como a curiosidade, a sensibilidade, a generosidade, a honestidade, a coragem e o amor profundo pela vida.

Ana Clara fez cinco anos no dia 11 de abril de 2012. Esse vídeo foi exibido aos convidados.

Ps. Demoramos para decidir colocar o vídeo no YouTube. Não queríamos expor a Ana Clara. Mas precisávamos agradecer a todos de alguma forma. Além disso, fomos convencidos que a mensagem do vídeo pode inspirar outros pais a terem uma relação mais afetuosa com os filhos. Além disso, quem sabe a nossa experiência não ajuda a acender a esperança das famílias que também lutam contra o câncer de seus filhos.